PLÁGIO POÉTICO

24-01-2009 17:52

O plágio é o ato de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto, música, fotografia, obra audiovisual, etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original. No ato de plágio, o plagiador se apropria indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma.

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%A1gio

 


Com o advento da internet e a inclusão digital ou infoinclusão, toda a sociedade pode ter acesso a informações disponíveis na Internet, e assim produzir e disseminar conhecimento.

Para os Poetas, isso foi ótimo, pois seus textos ganharam a oportunidade de serem divulgados, comentados e conhecidos pelo mundo todo.

 

Fico imaginando os “imortais” vivendo no mundo de hoje...

 

Machado de Assis, com certeza, coordenaria vários blogues, comunidades do orkut e sites de poesias.

Vinícius de Moraes teria um site com download de suas músicas e comunidades com barzinhos e etc... Talvez até lançasse a musa de Copacabana da net.

Oswald e Mário de Andrade criariam espaços para divulgarem eventos e assim por diante...

 

Mas, como nada é perfeito, com a infoinclusão aumentaram consideravelmente o número de Plágios. Até porque, tanto é fácil copiar um poema como descobrir que este foi copiado.

Ciente disso, os plagiadores optaram por copiar apenas partes de um Poema, usando toda a sua “criatividade” para preencher as lacunas deixadas. Outros optam pelo "plágio mosaico", utilizam-se da junção de dois ou mais Poemas para construção de “sua” obra.

Existem ainda aqueles que simplesmente copiam os Poemas de outros em seu blogues ou orkuts e não mencionam a autoria. Assim, fica subentendido que aquele pode ser um Poema seu.

 

 

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Mas, a Poesia tem dono?

 


O poeta gaúcho Jayme Caetano Braun, diz:: “Se a poesia é bela, tem graça e tem entono. A Poesia não tem dono, é de quem se adonar dela!”.

Zeca Baleiro em sua música: Vô Imbolá, diz que Poesia não tem dono e alegria não tem grife.

No filme Postino, também conhecido como: O Carteiro e o Poeta, de Pablo Neruda, o carteiro utiliza-se de parte de um Poema de Neruda. Quando questionado, esse diz que as Poesias são de quem as lê.

Pesquisando na internet, encontrei outros Poetas e poemas com esse mesmo pensamento.

Depois de estudar bem o assunto e por também escrever poesias, deixo aqui minhas considerações a respeito do assunto:

Acredito realmente que a Poesia não tem donos, assim como nossos filhos também não os tem.

Parimos nossos filhos, os registramos, criamos... Porém, não somos donos deles. Isso, no entanto, não dá o direito de outra pessoa falar que são os pais ou registrá-los em seus nomes apenas por achá-los bonitos...

“Poemas são os filhos do artista. Utilizar uma obra sem mencionar a autoria, seria o mesmo que registrar uma criança e não mencionar o nome dos pais. Mencionar a obra com outra autoria, É CRIME!!!!" (Rose Felliciano)

Mario Quintana vai além quando diz que, para os poetas, a poesia é a expressão da sua alma.

 

“Se nunca nasceste de ti mesmo, dolorosamente,
na concepção de um poema… estás enganado:
para os poetas não existe parto sem dor.” (Mario Quintana)

Seria o mesmo que parir a nós mesmos, ou seja, renascer a cada obra escrita.

 

Talvez seja por isso que o mesmo Quintana não gostava de datar seus poemas. Ele sabia que depois de criados e divulgados, os poemas seguiriam mundo afora e que teriam novas moradas.

Sabia ele que seriam declamados em outros momentos, como se por outros e para outros fossem feitos...

 

Porém, "como se" é bem diferente de ser. Plágio é crime previsto no código penal . É considerado violação dos direitos autorais, cnforme artigo 184.

 

Ver Noções sobre Direito Autoral

 


 

E o que fazer então, para evitarmos o plágio de nossas obras?

 


Essa não será uma tarefa fácil, mas acredito que deva ser usado o bom senso num processo de reeducação e conscientização. Os donos, coordenadores e moderadores de sites, comunidades e afins, também devem estar engajados nesse processo de conscientização.

Ou então, teremos que ficar dia após dia pesquisando na internet e vigiando os internautas quase que diariamente, denunciando e nos aborrecendo muito com isso.

Essa atitude, com certeza, tirará o nosso tempo precioso para a poesia...

 

 

 

Registre suas obras, sempre!

 


O primeiro passo para quem quer divulgar seus textos na internet é o de registrar as obras antes mesmo de divulgá-las a público, mantendo também os manuscritos.

 

Veja como registrar suas obras

Veja os valores e impressos


Outra atitude importante é orientar as pessoas.

Sempre que observar algum poema na internet sem a devida autoria, envie um recado para a pessoa que o postou, perguntando quem escreveu aquele belo texto e sugerindo que seja mencionado. O recado geralmente fica visível e outras pessoas poderão aprender com isso. Quando souber a autoria, escreva informando.

Faça isso de uma maneira geral, sem se importar apenas com os textos de sua autoria. Até porque, se a maioria dos poetas fizer isso, logo alguém estará encontrando os seus textos também e orientando a pessoa.

Porém, se o plágio persistir mesmo com as orientações e isso se tornar incômodo moral ou financeiro para sua vida, cabe entrar com ação judicial, caso tenha como provar a autoria.

 

Veja uma matéria a respeito de indenização por plágio.



Se tiver interesse, existem vários seminários e Fóruns a respeito do assunto.

 

Veja os que aconteceram em 2008

 


Fica então, essa mensagem:


"Viva, ame e escreva
E tenha certeza
Há sempre coisas novas a criar.
E mesmo se for citar,
Nunca perderá a beleza!

E se for copiar
Não esqueça as aspas e autoria.
Faça dos poemas Eterna Magia
E credibilidade para quem os leia.” (Rose Felliciano)

 

Para quem gosta de unir poemas de vários autores, deixo um Poema Inspirado, porém, esse tem o nome de cada autor e nem por isso perde a sua beleza...

 

POEMA INSPIRADO

(Rose Felliciano)

Se fosse falar de amor e dor,
Teria muitas histórias a contar...
Já fiz mares ao chorar!
Pode até não parecer...

Mas segui os conselhos do Chaplin.
Menti tão bem a minha dor,
Que cheguei mesmo a supor,
Que era realmente feliz....

Mas como sofri....

Lembrei-me da Agatha Christie
Pois tive - não só o coração,
Mas todo o meu ser em convulsão
Dilacerado
com a solidão...

Mas, assim como a escritora, escolhi viver...

A vida é maravilhosa
E a dor não mais me engana
Seguirei também os conselhos do Quintana
Se tiver que morrer, será de puro amor apenas.

Aliás, tem coisa melhor
Em que possa esperar?
Que continuar sempre vivo,
Para morrer e morrer de amar???

Melhor que isso,
Talvez seja,
Não ter pressa de descer a correnteza
E amar e viver dia a dia
Como o Quintana mesmo dizia....

É... Mas fui seguir os conselhos do Vinícius
E olha o que aconteceu!
Amei infinitamente cada momento...
Só não imaginei que o tempo
Não era o mesmo para os dois...

Nessa hora, o infinito que durou
Foi só o meu.
Nem consegui contar os pedaços,
Da “fidelidade” em estilhaços,
Que feriram os sonhos meus.

Bem, mas passou....

Assim como Neruda,
Fiz meu último poema... E triste!
E assim como ele também,
Estive entre muitos "talvez".

Uma coisa é certa!
A Rose Felliciano tem razão:

“Apesar de toda a contra-indicação
E efeitos colaterais,
O amor ainda é o melhor -
Senão, o único remédio capaz,
De dar sentido à existência humana.”

 

Com carinho,

 

Rose Felliciano.

 

Fonte: http://artigos-rose-felliciano.blogspot.com/2009/01/plgio-potico.html

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"A escuridão aumenta, conforme

diminui a luz que há em ti"

(Rose Felliciano)

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